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terça-feira, 18 de abril de 2017

Seria o mar



Seria o canto das sereias entoando o teu tango, que me fez recolher em ti o meu medo de amar.

Seria o mar que trouxe o teu fado e me encantou no teu mundo



terça-feira, 4 de abril de 2017

Desencontros


Há uma sabedoria divina na solidão, onde me reencontro vezes sem conta, ainda que nos cruzamentos cultive a arte do desencontro.
Esta forma de amar que me fere as asas e me deixa postada em tudo o que é condição, como se um dia o silêncio falasse e eu te aceitasse mesmo assim, desencontrado de mim.
Mas, talvez se deixares o teu sorriso para mim...


domingo, 19 de março de 2017

Pai



Quero escrever sobre ti, pai, talvez sobre a saudade escondida, talvez sobre a resignação de apenas te recordar


Quero escrever sobre ti, pai, talvez sobre esta tristeza camuflada de querer esconder um remorso injustificado


Talvez escrever o que nunca escrevi, talvez chorar nas palavras,…não sei


Quero escrever para ti…talvez só para te dizer que vives em cada palavra que ainda escreverei sobre ti…

sábado, 18 de março de 2017

A tua amoreira hoje deu flor, Pai




Quando saboreávamos o gosto das amoras

Disseste que serias essa amoreira

Enraizada na terra com folhas no céu

Que daria flor no inverno

E rosas no verão



Sabias viver apesar da proximidade do fim

Vivias para mim, para as tardes na amoreira

E eu chorava silenciosamente a dor

A minha dor, a tua dor, a dor do fim



A tua amoreira hoje deu flor

E eu amo-te silenciosamente



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Silêncio




Há uma beleza inata nas palavras do silêncio,
como se de repente eu não precisasse de nada
se não desta brisa salgada que me enche o peito
e me faz esquecer que existem palavras

E este silêncio que faz de mim um poeta vazio
Refúgio incondicional de tudo o que vivo
Que me leva à condição de ser
Sem saber aquilo que sou

Amo a beleza do silêncio
A ignorância do vazio


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Carnaval



Sambavam, genuinamente descalços, embrenhados na melancolia dos tambores ao ritmo orgásmico de uma dança despida de pudores. Mergulhavam no esquecimento do que eram, bebiam do sonho um dia castrado, e dançavam, uma dança quase agonizante, num misto de prazer e dor, de quem ama até ao vazio da morte.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Morte

Foto de https://www.facebook.com/JCarvalhoPhotography/?fref=ts



Um dia a morte chega,

silenciosa e calma como a noite

Celebrando a beleza da vida,

Aquela que devias viver


Deixaste o amor escondido

na futilidade da posse

Deixaste a vida perdida

nas sombras do medo


Deixaste a primavera partir

Sem que nela colhesses as flores.